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'É o amor que faz a gente conseguir': conheça mães atípicas que vivem rotinas de luta e renúncia

Amor supera obstáculos da maternidade Entre o cronômetro do estabilizador de postura, a conta apertada para comprar a lata de leite e a espera por um convite ...

'É o amor que faz a gente conseguir': conheça mães atípicas que vivem rotinas de luta e renúncia
'É o amor que faz a gente conseguir': conheça mães atípicas que vivem rotinas de luta e renúncia (Foto: Reprodução)

Amor supera obstáculos da maternidade Entre o cronômetro do estabilizador de postura, a conta apertada para comprar a lata de leite e a espera por um convite de aniversário que não chega, está a realidade não contada de muitas mães com realidades consideradas "atípicas". ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Neste Dia das Mães, o g1 e a TV Globo contam histórias de mulheres que enfrentam abdicações e preconceitos, e se dedicam dia e noite para garantir o melhor para os filhos. Esta reportagem aborda os seguintes pontos: Filho em primeiro lugar Acesso a terapias e remédios Dificuldade financeira e a dependência da ajuda Preconceito e falta de suporte Apoio de outras mães atípicas Filho em primeiro lugar Raíra Martins é mãe de Gael, de sete anos, que tem paralisia cerebral. Ela trabalhava como analista de processos, mas deixou o emprego para acompanhar o filho mais de perto. "Ele responde muito bem, ele se mostra mais alegre, com mais vontade de fazer as coisas, e isso auxilia muito, inclusive nas terapias que ele faz. Então, comigo em casa, eu já percebi que existe uma evolução maior com ele", contou. Acesso a terapias e remédios Raíra leva Gael para a escola e as terapias, ajuda o filho com o estabilizador durante uma hora e meia todos os dias e cuida da alimentação e de outras necessidades. Além de tudo, precisa encontrar tempo e energia para correr atrás dos direitos do menino a medicamentos e outros serviços. A rotina é intensa, mas ela não se entrega. "O que ele devolve no carinho, no sorriso, pra mim, é muito maior que tudo que acontece. Isso tudo faz a gente pensar que a gente está no caminho certo”, disse. Raíra Martins com o filho Gael TV Globo/ Reprodução Dificuldade financeira e a dependência da ajuda Há 19 anos, a dona de casa Patrícia Madeira dedica todo o tempo ao filho Daniel, que também tem paralisia cerebral. Ela não esconde as lágrimas ao falar das dificuldades para manter a qualidade de vida do filho em meio a tantas dificuldades financeiras. "A gente vive de ajuda, porque só a lata de leite dele custa R$ 90. A fralda dele só pode ser uma tamanho G, que é o único tipo de fralda que não deu alergia nele. E a gente vive de ajuda, que é um ou outro que vem aí, dá essa ajuda pra gente ou dá a doação em dinheiro para comprar as coisas. [...] Eu ainda não consegui desistir porque meu filho precisa", afirmou. Patrícia Madeira com o filho Daniel TV Globo/ Reprodução Preconceito e falta de suporte Para a professora Natália Novaes, o preconceito e a falta de apoio são alguns dos principais desafios na rotina com o filho Emmanuel, de cinco anos, que tem autismo e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). "Lidar com o olhar das outras pessoas, com o julgamento das outras pessoas.... A falta de suporte que a gente tem no geral mesmo, enquanto estrutura de sociedade, política pública, apoio. Para conseguir as terapias, você tem que batalhar. A gente tem que se adaptar ao que a gente pode conseguir de suporte, e é pouco, é muito pouco. [...] É o amor que faz a gente conseguir", falou. Apoio de outras mães atípicas Natália trabalha em dois turnos e, em casa, cuida de Emmanuel e da filha Melissa, de dois anos. Ela acredita que a vida das mães atípicas pode ser um pouco menos pesada com o suporte de outras mães. "Eu acho que a maternidade é uma coisa que transforma a vida de todas as mulheres. Acho que depois que um ser humano sai de dentro de você, você nunca mais é igual. Quando aparece outra mãe que nos compreende, que pode ser companhia, que convida nosso filho para uma festa de aniversário, porque muitas vezes nossos filhos não são convidados para festas de aniversário, isso vai tornando o que é muito pesado um pouco mais leve". Com realidades distintas, essas mães se conectam na resistência e na certeza de que, onde falta suporte, sobra amor. Se Patrícia Madeira pudesse dar um conselho para outras mães atípicas, ela diria: "Jamais desistam, porque eles são uns anjos, verdadeiros anjos na vida da gente". Natália Novaes e o filho Emmanuel TV Globo/ Reprodução Vídeos mais vistos no g1 Minas: